porque escrever é ato contínuo ato contínuo ato
continuo espalhando pensamento erro erro errante mundo afora afora
afora
eu não sei
o que se passa
em minha a
mente
mente
mente
mente
eu não sei não
sei o que passa
não
em minha
o pensamento não tem gosto não tem
rima mas eu sei
eu sei
quando ele veio quando eu
entendi:
eu sei quando sei que sei o que sei
do mundo
inteiro não porque isso é impossível mas eu sei
quando vejo o pôr-do-sol-da-barca-e-as-pessoas
as pessoas elas
não veem ignoram sabe
mesmo da janela
o mais belo laranja
e roxo o céu estava roxo
não:
nada.
aí eu sei eu sei que entendi pelo menos uma parte pequena bem pequena mas uma parte fundamentaaaaaaaal da existência humana
nada disso faz sentido para qualquer ser a não ser
nós mesm-s
nada disso faz qualquer sentido a não ser quando um pombo acidental
a não ser quando um pombo acidentalmente esbarra quebra uma vidraça espelho e dizem nossa
nossa
quebrou o pescoço
(ou sequer isso)
eu sei que entendi quando grito da quadra do prédio entremuros isto é uma favela
digo
isto é uma favela ato contínuo porque ainda continuamos nesta
achamos que essa é a vida mas é claro somos tod-s
imigrantes forasteiros em terras de sol sob copas de árvores sol sob amazônias em todo canto sol sob
não
enfim
acreditamos que essa é a vida e é essa a liberdade mas na real
não,
sabe?
não, ninguém sabe porque
eu não sei explicar
o sentido eu sei que há eu sinto eu sim
sinto
muito
por não me fazer entender mas
ainda estou aprendendo a respirar
talvez um dia
saiba transpor
ritmo sentido
ao teclado
ao teclado
ao teclado
ponto;
:
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