mesmo esperando algo cair do céu
ainda posso devo
fazer algo sentado quiçá
andar, pensando
bem
deveria eu sentar
deveria
eu malabares eu
tento tempo
tento
eu
veja só:
vejo a vida vaga
a noite nada
expectativa caída em
eu
si
caio em mim
e
a dor da
disciplina anestesia
vontade
seguinte
fechar os olhos para o resto, tornar imposto desejo, rumo caminho tangente, tanta gente, tanto mundo, os planos mentais desmoronados frente à página vazia e olhar resignado, frente ao espelho apenas a miragem de um projeto, mancha gráfica de si, coitado, nem às linhas recorrer sem querer culpa pelo nunca dito, feito;
deveria eu
ver
devo eu
acreditar
dever ser sentido ou tentar traçar tipos
ideais?
vai vendo
vendido
às frases ecoando garganta adentro
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